Fotocultura para Todos

Projeto FOTOCULTURAPARATODOS
Fotografia e cultura como terapia - O Projeto Fotoculturaparatodos

Acreditamos que a fotografia (gravar, desenhar com a luz) é capaz de iluminar e alegrar o cotidiano, mostrar a beleza da vida, é sempre uma forma de encontrar e entender a luz. Queremos levar essa luz para quem precisa!

Já faz um tempo que tenho pensado na fotografia como terapia, já escrevi sobre isso, e mais recentemente tenho experimentado uma ação prática nesse sentido. Então aproveito esta coluna para falar sobre um projeto que estamos desenvolvendo na Fotocultura, e tem sido muito gratificante. O Projeto Fotoculturaparatodos (ou apenas #FCPT) é um trabalho voluntário, cujo único objetivo é melhorar um pouquinho a vida de alguns jovens, sem fins lucrativos, mas que, como disse uma participante, tem dado muito retorno!

R. se definiu como “simplesmente fotógrafo” . Foto por Evelyn Carignano
R. se definiu como “simplesmente fotógrafo” . Foto por Evelyn Carignano

Acreditamos que a fotografia pode ser mais que arte ou técnica, pode ser um estilo de vida, capaz de iluminar e alegrar o cotidiano, mostrar a beleza do mundo, permitir extravasar sentimentos, se tornar profissão, ou apenas ser algo legal para o dia a dia. Então nossa proposta com o #FCPT é simplesmente dar aulas de fotografia para crianças e jovens que estão dentro de um hospital e que, de alguma forma, precisam muito de alguma luz (photo) em suas vidas.
As aulas são sob medida, ou seja, individuais ou em pequenos grupos, e o conteúdo dependerá da demanda de cada aluno, podendo ser uma aula única ou durar meses.

Assim esperamos que a fotografia possa se tornar parte da rotina destes jovens, seja como simples hobby, ou até mesmo como profissão, mas, sobretudo como algo potencializador da sua criatividade, iluminador do seu caminho e apoio para as dificuldades.

Como está sendo desenvolvido esse projeto?
O projeto se iniciou em julho de 2014. Para começar escolhemos o GRAACC, na Vila Clementino, em São Paulo, um hospital dedicado ao combate ao câncer infantil.

Na prática vamos à Brinquedoteca ou á Quimioteca (mistura de sala de quimioterapia e brinquedoteca), conversamos com os pacientes, falamos da proposta, e se eles se interessam começamos as aulas. Emprestamos câmeras, damos dicas e vamos direto para a prática, especialmente com os pequenos. Essa prática é fotografar o local, as pessoas, nós mesmos servimos de modelos, ou os pais deles e quem estiver por perto. Para os maiores conversamos sobre profissão, ensinamos conceitos básicos da fotografia, e praticamos também. Temos lidado com crianças desde 6, 7 anos, até jovens de 30.

Com estes poucos meses de atividade já podemos perceber algumas coisas importantes, sobretudo que a ideia é boa e bem vinda.

Percebemos que com os menores, as crianças, o que tem sido legal é proporcionar a eles um momento lúdico, usando a fotografia como diversão, sem a preocupação de aprender, ás vezes até nos envolvendo em outras atividades que eles estejam praticando. Isso para eles ajuda a passar o dia de forma mais leve. Ao perceber numa dessas crianças um talento para lidar com imagem também incentivamos que continuem praticando. 

A fotografia tem mostrado potencial para abrir uma nova janela para o mundo para estas crianças, mostrar a elas que a realidade pode ser captada em imagens, e assim elas podem criar algo novo.

Já com os adolescentes o foco é outro. Também é importante ser lúdico, mas incentivar, perceber o talento e falar de profissões é muito importante, e assim tentamos mostrar a eles diversas possibilidades para o futuro. E tem alguns adultos também, e com estes há um encontro intenso com nossos voluntários, pois há muita identificação.

Em ambos os casos acreditamos que estamos ajudando estas pessoas, dando uma luz para elas, uma pequena contribuição para uma jornada que costuma ser muito difícil. E temos percebido também um forte aprendizado por nossa parte, tem sido uma experiência incrível.

Yuri Bittar - Diretor do projeto

Como participar ou ajudar?
Nosso projeto ainda é muito pequeno, e não estamos buscando uma “expansão comercial”, pois é mais importante atuar com cuidado e dedicação com poucas crianças, do que crescer de forma a “esfriar” o projeto. Por enquanto só há duas formas de participar, doando câmeras e equipamentos, ou participando como professor de fotografia voluntário. Buscaremos resolver cada dificuldade que aparecer, com a ajuda dos amigos é claro!

Doação de câmeras e equipamentos - Para jovens carentes, interessados em praticar fotografia fora de nossos encontros, buscamos doar uma câmera, assim como acessórios necessários. Esse equipamento vem de doações dos amigos, normalmente câmeras usadas que estão encostadas, sem uso.

Professor voluntário – Quem gosta muito de fotografia, conhece as técnicas básicas, tem didática para ensinar crianças e jovens, e tem tempo livre, pode participar do projeto. 

Matéria originalmente publicada na Coluna Fotocultura na Revista EVF #3 - jan/2015

Mais detalhes no nosso Facebook: www.facebook.com/fotoculturaparatodos

Apoio:

Alhva Cases: fabricante de mochilas, bolsas, cases de alta qualidade - http://www.alhva.com.br/

Bananafoto: uma loja para quem ama fotografia - http://www.bananafoto.com.br/

Bit Fotos: Fotoalbuns e outros produtos personalizados com alto padrão de qualidade - http://www.bitfotos.com.br/

O mundo é todo novidades aos olhos dos jovens fotógrafos
O mundo é todo novidades aos olhos dos jovens fotógrafos. Foto por Evelyn Carignano

Nossa aluna M. em ação
Nossa aluna M. em ação. Foto por Yuri Bittar.

Ás vezes, para uma criança, a câmera é uma nova janela para o mundo.
Ás vezes, para uma criança, a câmera é uma nova janela para o mundo. Foto por Yuri Bittar.

Voluntária (Evelyn) em atividade lúdica com criança
Voluntária (Evelyn) em atividade lúdica com criança. Foto por Yuri Bittar.

Olhando a realidade sob nova ótica. Foto por Yuri Bittar
Olhando a realidade sob nova ótica. Foto por Yuri Bittar

Voluntários e um dos “aluninhos”. Foto por Yuri Bittar.
Voluntários e um dos “aluninhos”. Foto por Yuri Bittar.

Na sala de quimioterapia. Foto por Evelyn Carignano
Na sala de quimioterapia. Foto por Evelyn Carignano

Mostrando a luz da fotografia. Foto por Evelyn CarignanoMostrando a luz da fotografia. Foto por Evelyn Carignano